Eu Grávida.

27 maio

Esperando_Ana_Victoria (22).jpg

 

Então estava grávida.

Naqueles primeiros dias, como já disse aqui, me sentia muito estranha. Sabe como é?; recebi a notícia, contei para todo mundo, mas não aparecia, não parecia, não me sentia grávida.

Cabeça, corpo e sentimento não estavam se comunicando muito bem. Com o tempo, as coisas vão mudando, a barriga crescendo, e passamos a compreender que estamos realmente grávidas.

Muitas amigas, em suas gestações, sofreram de cansaço, de sono. Eu, de insônia. Muita insônia. Nos últimos meses então, mesmo dormindo sentada, acabava por acordar a uma da manhã, as duas, e varar a madrugada brigando com o tempo e o relógio.

Lembro da minha mana, toda linda grávida. Só aquele barrigão aparecendo. Uma musa. E eu? Bom, podia fazer propaganda para as bolachas Traquinas fácil. fácil. Estava inchada. Redonda. Os pés então, pularam do número 36 pra o 38/39, um verdadeiro horror. Usava apenas um chinelinho e uma rasteirinha, que chegou a dar seu últimos suspiros nas primeiras semanas pós parto, e aposentou-se. Não resistiu mais, arrebentou-se.

Por sorte era verão – ou seria azar?! Acho que o calor piorava as coisas, mas no inverno acho que não teria sapato que servisse. Sei lá.

Nas mãos, além do inchaço, sofri a síndrome a túnel do carpo durante toda a gestação. Meu Deus!, como incomodava e como doía. Um formigamento insuportável aliado a uma dor muito chata.  Como não podia tomar remédios, foi necessário conviver com esse problema que foi a pior coisa que enfrentei durante este período. Cheguei a pensar que nunca mais passaria, mas passou. Mês e pouco após o nascimento de minha filha, foi diminuindo, diminuindo, e sumiu!

E os desejos hein? Que nada. Eles não aportaram nessa mente minha. Tive fome, muita fome. Mas de comida. Arroz, feijão, carne. Até tinha vontade de limonada azeda, pepino, vez que outra. Mas os desejos mesmo, esses não me crucificaram não.

O corpo da gente, de fato, vai mudando. Vamos alargando, a natureza vai nos preparando para o parto.

As roupas passam a ficar incômodas; muitas já não entram mais. Eu comprei algumas peças específicas, mas alerto: cuidem com o consumismo. Não há necessidade. Procurem roupas que sirvam confortavelmente nesse período, mas que possam, perfeitamente, serem usadas após. Os nove meses voam, e você, embora demore um pouco, vai voltando ao normal. Ai, aquelas roupas de gestante ficarão a te olhar perguntando o que será delas agora?!

É só um conselho; e, como todo conselho, é uma opinião particular. Por favor, não se estressem comigo e meus achismos. Desconsiderem apenas, quando não lhes for de agrado.

Desde o início, tive que me cuidar bastante. Como sempre fui fofinha (para não dizer gorda – fica rude né?), a obstetra me deixou claro que não poderia engordar mais que 10 quilos. Esse seria o limite do início ao fim. O que já me apavorou também; imagina dez quilos a mais numa pessoa grande?! Faz parte.

Em paralelo a isso, tive que fazer uma dieta balanceada por que sofri alteração da tireoide e da glicose em decorrência da gravidez. Tudo isso fez com que nos primeiros meses eu perdesse peso. Como disse uma amiga, tive que engravidar para emagrecer.

Mas quando engravidamos a consciência pesa, e acabamos por nos cuidar bem mais. Porque agora não é só por nós, mas também pelo bebê que carregamos, o qual pode ser prejudicado por relaxamento nosso. A coisa puxa. A gente se liga mais. A gente capricha mais. Responsabilidade.

Somos dois em um. E respondemos por dois… refletimos em dois.

 

 

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2 Respostas to “Eu Grávida.”

  1. Tatiana Santos Schuster 28 de maio de 2016 às 2:47 #

    Nossa Raquel, lindas as tuas palavras. Sabes que também estou a espera de um lindo anjo que chegará em setembro. É bem isso mesmo, uma mistura de sentimentos, uma mistura de tudo. Mas principalmente a consciência pesa muito e com certeza passamos a cuidar bem mais de tudo, saúde, cabeça, coração. Porque agora somos dois em um! Um super beijo!

    • Raquel 30 de maio de 2016 às 13:19 #

      Tati, obrigada pelas palavras. É bom demais né? E ao mesmo tempo, um período onde os sentimentos bagunçam nossa vida. Bj grande e curta muito. Como sabes, passa rápido.

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