Um livro para escrever

8 jun
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*Fotografia Estefani Jackisch

Continuo a prosear sobre o tempo que estive grávida.

Uma das coisas de estar grávida, ou de ser mãe recente, é receber um conselho diferente de cada um que te encontra. Ixi, cansei de ouvir o que devia e o que não devia fazer, como devia cuidar disso ou daquilo, o que devia comer, o que não podia comer, etc., etc., etc.

Ouvia muito que deveria aproveitar para descansar e dormir. E sempre que eu ouvia isso, pensava cá com meus neurônios: dormir muito como?; quem vai trabalhar por mim?; tenho que adiantar muita coisa, deixar tudo ajeitado para um dia, logo ali, poder sair de licença; como vou descansar agora?; e como vou fazer sem receber?; e as contas?; como?, como descansar agora?!

Outra coisa que me falaram muito, mais no final da gravidez, era que eu devia parar de trabalhar. Pensa comigo. Como eu, autônoma, podia pensar em parar de trabalhar, se o mundo não para de girar, os prazos de correrem, e pouco menos de um mês estaria me preparando para o parto, e, para ficar, eu e ela, de pós parto em casa. De que jeito podia relaxar e deixar o tudo ali, me esperando voltar? Não, não podia. Mas nem me dou o trabalho de explicar. Quem se assemelha, compreenderá. Com barrigão e tudo, a gente vai que vai.

Curtia ouvir os pitacos das outras mães, e de todas as pessoas quaisquer. Devia ter anotado-os todos. Daria um livro bem interessante. Mas acabei por esquecê-los no tempo e no espaço dos dias.

Lembro que em um janta na casa de amigos do meu marido, uma moça me deu a dica. Deveria beber caipirinha com cachaça para o bebê ter a pele boa quando nascesse. E após o nascimento, cerveja preta para ter bastante leite. Eu não estava, ou melhor, eu não bebi nada que contivesse álcool durante a gravidez. Por isso o comentário dela.Mas permaneci sem beber.

Recebi uma fartura de conselhos, de palpites, de pitacos. Muita coisa interessante. Muita coisa produtiva. Sei que conselho se fosse bom seria vendido, mas, acredito, que muitas experiências  devem ser dividas sim, pois nós, mães de primeira viagem, mesmo quando calmas, temos muito a aprender. É uma nova fase. Um renascer para a vida.

Assim, um conselho de quem já viveu tudo isso, já presenciou a prática real, pode e muito ajudar, dar fôlego,  e trazer uma luz, uma calma a quem está vivendo pela primeira vez esses momentos. Minhas amigas mamães, com seus mais diversos palpites, inspiram meus dias, e, muitas vezes, me socorrem. E minha mãe e minha irmã, são minhas guias nessa trajetória. Os pitacos delas sempre (quase sempre) são tudo de bom.

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