Dá saudade antecipada

13 jun
Newborn_Lifestyle_Ana (5)

*Foto Regina Colombelli

Na madrugada fria de 31 de maio para 1º de junho, colocamos a nossa princesa, pela primeira vez, para dormir num bercinho. Tudo bem que é um berço portátil, ao lado da minha cama, pois não tive coragem de levá-la para o quartinho dela, mas mesmo assim bate a saudade. Percebemos que estão crescendo, que estão maiores, e já sinto aquela dózinha de estar ‘perdendo’ nossa bebêzinha, tão pequenininha, tão pequenina.

Bem louca eu né? As vezes tenho que rir de mim e das minhas angústias. Mas juro que já, a cada etapa, sinto saudade por antecipação. Saudade de como era e de como não será mais. Das descobertas que vão surgindo. Das fofurices de cada etapa.

Pensa comigo! Há pouco tempo carregava ela em minha barriga. Hoje, as roupinhas RN já não servem mais. Ela já não dorme mais no moisés do carrinho. A mocinha já está em um bercinho. Não são mudanças suficientes para nos deixar com saudade? Com gostinho de querer mais daquele tempo?

Tudo é uma delícia. O cheiro deles é tão gostoso. Ainda que azedinhos de vomitar, ou babar, ou de leite… o cheirinho deles é perfume para nossos corações. Aquele sorriso morato de catinho de boca quando fitam nossos olhos são o aconchego mais doce da felicidade.

Cada descoberta de nossos filhos, é uma alegria, uma conquista. A gente filma, tira fotos (um milhão delas!), comemora, vibra. E quando passa minha euforia, bate a saudade no meu peito. Fico pensando que ela está mesmo crescendo e logo logo não será tão bebê quanto hoje, nem caberá de igual forma no meu colo, nem poderei apertá-la e afofá-la de igual maneira. Os pezinhos de bisnaguinhas vão crescer. Nem mesmo o cheirinho deste chulé que amo permanecerá doce como agora. As mãozinhas babadas que melecam nossos rostos, vão dar lugar a anéis e pulseira, e não irão mais para essa boquinha risonha que aquece de alegria nossas madrugadas e dias.

Calma calma! Pará de nóia. Sim eu sei. Terão um milhão de dias que ela não sossegará por um segundo, e pelo cansaço pensarei como seria bom se ela estivesse maior. As vezes me pego pensado isso nas madrugadas geladas aqui do sul, nas quais tenho que levantar para trocar fraldas ou fazer mamadeiras. Mas logo me policio: sentirás saudade! Já sinto.

Sinto saudades do dia que fiquei sabendo que estava grávida. Das primeiras ecografias. Dos dias em que ela mexia na minha barriga. Das suas primeiras imagens. Do som de seu coraçãozinho batendo. Sinto saudades do dia que ela nasceu, dos primeiros banhos, das primeiras mamadas. Sinto saudades dela em todos os dias e horas.

Queria segurar o mundo e seus segundos, para que a vida fosse feita só do cheirinho do cangote dela… minha linda. Vida minha.

 

 

 

 

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