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Quatro meses se passaram…

19 jun

E se completam 04 meses da minha doce princesa. São quatro meses de uma nova vida, de um novo eu. Quatro meses em que não paro de aprender, de reaprender, de sentir cada vez a emoção de amar… quatro meses de uma linda dádiva.

Foi sexta-feira 17 o seu mêsversário. E eu não passei com ela a maior parte do dia. Pela manhã mal tive tempo para cuidar dela. Ao meio dia ela foi com a vovó (ainda bem que temos a vovó!), e eu viajei a trabalho. Já era noite tarde quando pude buscá-la, e ela dormia o soninho mais fofo.

Era dia em que completava seu quarto mês de vida. Eu quase não me fiz presente. Dia em que experimentaria uma fruta pela primeira vez. E eu não pude estar com ela. Sei que nem por um segundo deixei de pensar nela, mas mesmo assim, não estava com ela. E isso, isso doeu. Sempre dói.

Sei que é bem assim. Que temos que trabalhar. Que nossos filhos vieram para a vida, para mundo. Que não são só nossos. Que a vida não para. As coisas não esperam. Mas mesmo assim, o coração custa a entender que naquele momento a gente não está ali juntinho, grudada, bem do lado. Que não estou ali afofando, tirando fotografias, curtindo cada pedacinho desse tempo que passa rápido demais.

Olho para ela dormindo, e vejo neste rostinho perfeito de bebê (e tem coisa mais fofa que rostinho de bebê?!), o quanto ela já cresceu, quanto o tempo já passou. E nessa hora, sabe aquela dorzinha de aperto, de saudade, de uma leve tristeza? Ela tende a bater e aquele engasgo na garganta surge. Não é tristeza de tristeza. É uma tristeza de saudade. Da saudade antecipada de ela não ser mais meu bebêzinho. De não caber mais no meu colinho. De se tronar mocinha. De se tornar mulher.

Não faz muito, ela começou a falar na sua linda língua dos bebês, tecendo longos monólogos num volume um tanto quanto alto. Eu, a mãe, e todos, se derretem ao vê-la nos doces e deliciosos bate-papos a deriva. Momentos especiais.

Os sorrisos longos e vibrantes, também enchem nossos corações. Pense num bebê sorrindo. Pensou?! Não te trouxe uma sensação boa? Imagine o seu filho lhe sorrindo. Não tem preço não.

Faz um tanto também que ela já nos reconhece. Nos procura com o olhar, e ao nos fitar, retribui com um sorriso gostoso, um sorriso de amor. Um sorriso de ‘te achei’. Uma verdadeira delícia. Um prêmio da vida.

Ainda nesta semana que passou, o pediatra pediu para introduzir frutas (sucos, papinhas…). Não tem mais leite em quantidade, e por que ela está basicamente alimentada com complemento, a introdução de frutas. Sinceramente, mesmo sabendo que não tenho quase mais leite, me decepcionei. Idealizei que queria amantá-la até meio ano no mínimo. Por isso a decepção. Mas tudo bem. Vamos que vamos. Afinal, ela está crescendo e precisa ser bem alimentada.

Pego nessa mãozinha fofa. Ainda pequenina e suave (sou gamada nas mãos e nos pézinhos dela; uma coisa sem explicação de tão fofa; dá muita vontade de amassar, de afofar, de morder; gostosura pura). E o pensamento vai e volta naquela onda de ‘como a minha princesinha está crescendo!’. Logo esses pés e essas mãos, não serão tão ‘inhos’. Logo estarão a caminhar e desbravar seus próprios caminhos.

E invariavelmente me pego desejando aprisionar esses momentos. Reter esse sentimento único. Esse sentimento de amor. Um sentimento que vem da alma.

Era ontem ainda, ela na minha barriga me acompanhando por onde eu queria. E nem parece que já faz tanto que ela nasceu. Meu pacotinho agora tem quatro meses de vida. Não há, nesse tempo – e incluiria o período de gravidez também, que não aprendo e reaprendo a viver. O sentindo das coisas, o sentindo da vida, mudam radicalmente a medida que as fichas vão caindo.

É um ser tão dependente, tão frágil, tão meu. É alguém que depende inteiramente de mim, de nós. Para mamar, para tomar banho, para trocar as fraldas, para se vestir, para se proteger do frio, para se locomover. Para tanto, e praticamente para tudo, ela precisa de mim.

Sinto culpa, dia e noite, noite e dia. Penso se estou fazendo certo. Se não estou em falta com ela, comigo, com tudo. Como é o correto? Qual a melhor maneira? Como devo fazer? Como ser a melhor mãe do mundo? Onde aprendo tudo isso?, onde aprendo como fazer?

Quando vou trabalhar, me culpo por deixá-la. Quando não vou trabalhar, me culpo por não estar cumprindo com minhas obrigações. Sinto culpa por estar cansada, por não conseguir fazer tudo e de tudo como antes. Sinto culpa por não estar junto a ela todos os segundos. E, por fim, sinto culpa por me sentir assim.

A gente se esgota e se cobra por se sentir cansada. Enfim, sinto um monte de coisas complexas e paradoxas, que desenvolvem conflitos diários em meus pensamentos. Essa vida de mãe, de mulher, de trabalhadora, é um tanto quanto complicada vez que outra.

Enfim, já faz quatro meses. Já faz mais de 16 semanas que todos os dias tenho uma razão a mais para fazer, para viver, para sorrir. Já faz mais de 120 dias que o gosto de respirar mudou para valer. Que há uma nova razão de viver.

Seja o choro, seja o murmuro, as fraldas, os gritos, o sorriso ou o seu profundo olhar… o cheiro do cangote, o chulé mais perfumoso,  a baba mais gostosa, a mão melecada mais deliciosa… a delicadeza da pele, o brilho inocente no olhar…

Seja o que for, sendo dela, da vida dela, ela em nossas vidas, dá a tudo um novo gosto, um novo tempero, um novo rumo. A vida sem ela não era essa vida. A vida sem ela já não faz mais sentido.

Feliz mêsversário minha nova  razão de viver, minha princesa Ana Victória.

 

 

 

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Dá saudade antecipada

13 jun
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*Foto Regina Colombelli

Na madrugada fria de 31 de maio para 1º de junho, colocamos a nossa princesa, pela primeira vez, para dormir num bercinho. Tudo bem que é um berço portátil, ao lado da minha cama, pois não tive coragem de levá-la para o quartinho dela, mas mesmo assim bate a saudade. Percebemos que estão crescendo, que estão maiores, e já sinto aquela dózinha de estar ‘perdendo’ nossa bebêzinha, tão pequenininha, tão pequenina.

Bem louca eu né? As vezes tenho que rir de mim e das minhas angústias. Mas juro que já, a cada etapa, sinto saudade por antecipação. Saudade de como era e de como não será mais. Das descobertas que vão surgindo. Das fofurices de cada etapa.

Pensa comigo! Há pouco tempo carregava ela em minha barriga. Hoje, as roupinhas RN já não servem mais. Ela já não dorme mais no moisés do carrinho. A mocinha já está em um bercinho. Não são mudanças suficientes para nos deixar com saudade? Com gostinho de querer mais daquele tempo?

Tudo é uma delícia. O cheiro deles é tão gostoso. Ainda que azedinhos de vomitar, ou babar, ou de leite… o cheirinho deles é perfume para nossos corações. Aquele sorriso morato de catinho de boca quando fitam nossos olhos são o aconchego mais doce da felicidade.

Cada descoberta de nossos filhos, é uma alegria, uma conquista. A gente filma, tira fotos (um milhão delas!), comemora, vibra. E quando passa minha euforia, bate a saudade no meu peito. Fico pensando que ela está mesmo crescendo e logo logo não será tão bebê quanto hoje, nem caberá de igual forma no meu colo, nem poderei apertá-la e afofá-la de igual maneira. Os pezinhos de bisnaguinhas vão crescer. Nem mesmo o cheirinho deste chulé que amo permanecerá doce como agora. As mãozinhas babadas que melecam nossos rostos, vão dar lugar a anéis e pulseira, e não irão mais para essa boquinha risonha que aquece de alegria nossas madrugadas e dias.

Calma calma! Pará de nóia. Sim eu sei. Terão um milhão de dias que ela não sossegará por um segundo, e pelo cansaço pensarei como seria bom se ela estivesse maior. As vezes me pego pensado isso nas madrugadas geladas aqui do sul, nas quais tenho que levantar para trocar fraldas ou fazer mamadeiras. Mas logo me policio: sentirás saudade! Já sinto.

Sinto saudades do dia que fiquei sabendo que estava grávida. Das primeiras ecografias. Dos dias em que ela mexia na minha barriga. Das suas primeiras imagens. Do som de seu coraçãozinho batendo. Sinto saudades do dia que ela nasceu, dos primeiros banhos, das primeiras mamadas. Sinto saudades dela em todos os dias e horas.

Queria segurar o mundo e seus segundos, para que a vida fosse feita só do cheirinho do cangote dela… minha linda. Vida minha.

 

 

 

 

Um livro para escrever

8 jun
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*Fotografia Estefani Jackisch

Continuo a prosear sobre o tempo que estive grávida.

Uma das coisas de estar grávida, ou de ser mãe recente, é receber um conselho diferente de cada um que te encontra. Ixi, cansei de ouvir o que devia e o que não devia fazer, como devia cuidar disso ou daquilo, o que devia comer, o que não podia comer, etc., etc., etc.

Ouvia muito que deveria aproveitar para descansar e dormir. E sempre que eu ouvia isso, pensava cá com meus neurônios: dormir muito como?; quem vai trabalhar por mim?; tenho que adiantar muita coisa, deixar tudo ajeitado para um dia, logo ali, poder sair de licença; como vou descansar agora?; e como vou fazer sem receber?; e as contas?; como?, como descansar agora?!

Outra coisa que me falaram muito, mais no final da gravidez, era que eu devia parar de trabalhar. Pensa comigo. Como eu, autônoma, podia pensar em parar de trabalhar, se o mundo não para de girar, os prazos de correrem, e pouco menos de um mês estaria me preparando para o parto, e, para ficar, eu e ela, de pós parto em casa. De que jeito podia relaxar e deixar o tudo ali, me esperando voltar? Não, não podia. Mas nem me dou o trabalho de explicar. Quem se assemelha, compreenderá. Com barrigão e tudo, a gente vai que vai.

Curtia ouvir os pitacos das outras mães, e de todas as pessoas quaisquer. Devia ter anotado-os todos. Daria um livro bem interessante. Mas acabei por esquecê-los no tempo e no espaço dos dias.

Lembro que em um janta na casa de amigos do meu marido, uma moça me deu a dica. Deveria beber caipirinha com cachaça para o bebê ter a pele boa quando nascesse. E após o nascimento, cerveja preta para ter bastante leite. Eu não estava, ou melhor, eu não bebi nada que contivesse álcool durante a gravidez. Por isso o comentário dela.Mas permaneci sem beber.

Recebi uma fartura de conselhos, de palpites, de pitacos. Muita coisa interessante. Muita coisa produtiva. Sei que conselho se fosse bom seria vendido, mas, acredito, que muitas experiências  devem ser dividas sim, pois nós, mães de primeira viagem, mesmo quando calmas, temos muito a aprender. É uma nova fase. Um renascer para a vida.

Assim, um conselho de quem já viveu tudo isso, já presenciou a prática real, pode e muito ajudar, dar fôlego,  e trazer uma luz, uma calma a quem está vivendo pela primeira vez esses momentos. Minhas amigas mamães, com seus mais diversos palpites, inspiram meus dias, e, muitas vezes, me socorrem. E minha mãe e minha irmã, são minhas guias nessa trajetória. Os pitacos delas sempre (quase sempre) são tudo de bom.

Eu Grávida.

27 maio

Esperando_Ana_Victoria (22).jpg

 

Então estava grávida.

Naqueles primeiros dias, como já disse aqui, me sentia muito estranha. Sabe como é?; recebi a notícia, contei para todo mundo, mas não aparecia, não parecia, não me sentia grávida.

Cabeça, corpo e sentimento não estavam se comunicando muito bem. Com o tempo, as coisas vão mudando, a barriga crescendo, e passamos a compreender que estamos realmente grávidas.

Muitas amigas, em suas gestações, sofreram de cansaço, de sono. Eu, de insônia. Muita insônia. Nos últimos meses então, mesmo dormindo sentada, acabava por acordar a uma da manhã, as duas, e varar a madrugada brigando com o tempo e o relógio.

Lembro da minha mana, toda linda grávida. Só aquele barrigão aparecendo. Uma musa. E eu? Bom, podia fazer propaganda para as bolachas Traquinas fácil. fácil. Estava inchada. Redonda. Os pés então, pularam do número 36 pra o 38/39, um verdadeiro horror. Usava apenas um chinelinho e uma rasteirinha, que chegou a dar seu últimos suspiros nas primeiras semanas pós parto, e aposentou-se. Não resistiu mais, arrebentou-se.

Por sorte era verão – ou seria azar?! Acho que o calor piorava as coisas, mas no inverno acho que não teria sapato que servisse. Sei lá.

Nas mãos, além do inchaço, sofri a síndrome a túnel do carpo durante toda a gestação. Meu Deus!, como incomodava e como doía. Um formigamento insuportável aliado a uma dor muito chata.  Como não podia tomar remédios, foi necessário conviver com esse problema que foi a pior coisa que enfrentei durante este período. Cheguei a pensar que nunca mais passaria, mas passou. Mês e pouco após o nascimento de minha filha, foi diminuindo, diminuindo, e sumiu!

E os desejos hein? Que nada. Eles não aportaram nessa mente minha. Tive fome, muita fome. Mas de comida. Arroz, feijão, carne. Até tinha vontade de limonada azeda, pepino, vez que outra. Mas os desejos mesmo, esses não me crucificaram não.

O corpo da gente, de fato, vai mudando. Vamos alargando, a natureza vai nos preparando para o parto.

As roupas passam a ficar incômodas; muitas já não entram mais. Eu comprei algumas peças específicas, mas alerto: cuidem com o consumismo. Não há necessidade. Procurem roupas que sirvam confortavelmente nesse período, mas que possam, perfeitamente, serem usadas após. Os nove meses voam, e você, embora demore um pouco, vai voltando ao normal. Ai, aquelas roupas de gestante ficarão a te olhar perguntando o que será delas agora?!

É só um conselho; e, como todo conselho, é uma opinião particular. Por favor, não se estressem comigo e meus achismos. Desconsiderem apenas, quando não lhes for de agrado.

Desde o início, tive que me cuidar bastante. Como sempre fui fofinha (para não dizer gorda – fica rude né?), a obstetra me deixou claro que não poderia engordar mais que 10 quilos. Esse seria o limite do início ao fim. O que já me apavorou também; imagina dez quilos a mais numa pessoa grande?! Faz parte.

Em paralelo a isso, tive que fazer uma dieta balanceada por que sofri alteração da tireoide e da glicose em decorrência da gravidez. Tudo isso fez com que nos primeiros meses eu perdesse peso. Como disse uma amiga, tive que engravidar para emagrecer.

Mas quando engravidamos a consciência pesa, e acabamos por nos cuidar bem mais. Porque agora não é só por nós, mas também pelo bebê que carregamos, o qual pode ser prejudicado por relaxamento nosso. A coisa puxa. A gente se liga mais. A gente capricha mais. Responsabilidade.

Somos dois em um. E respondemos por dois… refletimos em dois.

 

 

Engravidei, mudei.

23 maio

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Já se fez mais de ano que recebi a notícia, ou melhor, confirmei ela.

Era pouco mais de onze da manhã daquele 22 de junho de 2015, quando meu então namorado me mandou uma mensagem: “Parabéns mamãe!!!!”. Um misto de emoção tomou conta de mim. Felicidade, pavor, amor. Um turbilhão de pensamentos e uma ansiedade do novo se manifestaram imediatamente.

De supetão, os pensamentos mudaram, a vida mudou. Não sei exatamente como explicar, mas fato é que mudei.Minha vida mudou. Meu olhar sobre as coisas mudou.

Seria mãe. Já era mãe. E agora?!

Agora, foi alterar o ritmo de vida. Não digo diminuir, mas mudar. Acompanhamento pré-natal, controle de alimentação, planejamentos, responsabilidades, pressão. Pressão da gente mesmo. Uma cobrança meio louca do meu eu antigo para com o atual eu “mãe”.

Nos primeiros dias, diria que nos primeiros meses, a cabeça já sabe que estamos grávidas, mas o corpo não sente. É uma coisa esquisita. Depois, a cabeça e o corpo entendem que estamos grávidas, e os hormônios alterados completam a festança.Tudo esquisitamente diferente e notadamente maior. As ancas mais largas, os pés inchados, e tudo mais amplo, mais largo, mais vasto… a barrigada apontada para frente, anuncia ao mundo que ai está um novo ser.

É um misto de emoções aliado ao cansaço, a falta de fôlego, e, no meu caso, a insônia frequente. Como nos sentimos? Esquisitamente estranhas. Pelo menos era com essas palavras que resumia a minha felicidade de estar grávida. Juro, estava mesmo muito feliz. Me sentia abençoada.

Não se espantem com minhas palavras. Não quero ser rude, nem parecer desgostosa. Amei estar grávida. Amei engravidar. Mas não sabia, como ainda não sei, explicar este estado. E, na minha humilde sinceridade, era assim que me sentia. Um tanto quanto esquisita.

O tempo voa. E sem que eu tivesse computado a ficha, estava deitada na sala de parto, esperando para viver a maior emoção de minha vida. E esta, esta fica para os próximos capítulos…

até mais. 😉